FETRAMIG - Transportadores consideram aumento do diesel medida equivocada
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Transportadores consideram aumento do diesel medida equivocada

O segundo aumento anunciado pela Petrobras nos combustíveis causou espanto ao setor transportador. Não apenas pelo repasse nas bombas, mas pela opção da estatal de manter o preço da gasolina estável e elevar o valor do diesel. Anunciado no último dia 12, o reajuste de 6% nas refinarias, o que representa uma alta aproximada de 4% sobre o preço final ao consumidor, começou a ser repassado na segunda-feira (16). 



“Nós, empresários, não esperávamos nunca que houvesse agora uma posição do governo para reajuste do diesel. Efetivamente, isso pegou todo o setor desprevenido. Principalmente em função do cenário econômico, com queda nas importações, exportações e na produção de grãos”, explica o vice-presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Newton Gibson.  

Para Gibson, a fase é de insegurança com a queda na movimentação de cargas e alerta que os empresários precisarão repassar o novo custo para o preço final do frete. “Não podemos deixar de repassar, porque o combustível tem um percentual alto na composição desse custo”, enfatiza. 

O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Rio Grande do Sul (Fetransul), Paulo Vicente Caleffi, acredita que o frete poderá sofrer um reajuste entre 0,9 e 2% com a alta do combustível. De acordo com ele, as empresas da Região Sul já estão emitindo comunicados aos clientes avisando sobre a transferência dos valores, prevista para iniciar esta semana. “Estamos negociando com os postos de combustível para tentar conseguir o melhor preço, mas o reajuste vai acontecer em conjunto com outros repasses”, revela. 

Apesar de já estar valendo, o diesel teve alta de pouco mais de 1% na última semana, segundo levantamento semanalda Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP). Entre os dias 15 e 21 de julho, o preço médio do combustível foi de R$ 2,078. O menor preço encontrado para o produto comercializado ao consumidor foi R$ 1,779 e, o maior, R$ 2,81. Na semana anterior, o valor do litro era de R$ 2,050, com variação entre R$ 1,739 e R$ 2,80.

Transporte Urbano
No setor de transporte urbano, o repasse dos valores só deve ocorrer no próximo ano, em função do reajuste anual. Entre os meses de abril e maio, os usuários do serviço devem encontrar tarifas até 6,5% mais caras. De acordo com o presidente da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Otávio Vieira da Cunha Filho, o impacto no setor chegará a R$ 450 milhões por ano – o que representa cerca de 1,5% no custo do serviço. “Este 1,5% vai se somar a defasagem existente em cada cidade. Normalmente os reajustes anuais têm se situado no patamar de 5%. Então vamos somar a esse reajuste o impacto do diesel”, adianta.

“A gente lamenta que tenha havido aumento no diesel e não na gasolina. O diesel interfere no custo Brasil, já que todos os bens, mercadorias e pessoas são transportadas em cima de pneus – veículos que consomem óleo diesel. Isso resulta em um impacto direto no custo das mercadorias e vai trazer ônus para as pessoas, certamente”, finaliza.  

 

 

Jacy Diello

Agência CNT de Notícias

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